Ansiedade e depressão: casos aumentam na quarentena

6/05, 20 | Campinas, Dicas Legais, Dicas para empreendedores, Dicas para o Consumidor, Dicas para o Trabalhador | 0 Comentários

Saudações, meus colegas!

Todos já sabemos dos perigos que a Covid-19 representa para a nossa saúde física, mas você sabia que a pandemia também pode afetar a sua saúde psicológica? Os principais sintomas do novo coronavírus são febre, dificuldade de respirar e tosse seca, porém os impactos da quarentena podem, igualmente, aumentar a ansiedade e depressão.

Pesquisas foram feitas em diversos países, o que revelou uma piora significativa nos níveis de depressão, ansiedade e estresse entre a população, durante o isolamento social. Portanto, meus amigos, é preciso se atentar para os efeitos que a quarentena está causando no seu psicológico, tanto quanto na sua saúde física.

Por esse motivo, hoje eu trago informação e dicas de como identificar os seus níveis de estresse e depressão. Além de, é claro, orientar sobre como lidar com essa doença que afeta o nosso ânimo, entre muitas outras coisas.

Aumento de depressão no Brasil

Uma pesquisa recente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) descobriu que os sintomas de estresse, depressão e ansiedade duplicaram ao longo da primeira e quarta semana de quarentena no Brasil. Os resultados foram piores do que em outros países altamente afetados pelo vírus.

Comandada pelo psicólogo Alberto Filgueiras, a triagem de participantes foi feita de forma online e colheu dados de 1.460 brasileiros. Para chegar ao resultado, foram realizados dois estudos, com vinte dias de diferença entre si.

Na primeira análise, o índice de prevalência era de 4% a 5% para sintomas de depressão e ansiedade. Já no segundo estudo, os números cresceram para 7% a 8%, segundo informou o psicólogo.

Três grupos demonstraram um aumento mais alarmante desses sintomas: pessoas que vivem com idosos durante a quarentena; portadores de doenças que entram nos grupos de risco da Covid-19; e trabalhadores que não puderam aderir ao isolamento. Ou seja, os que estão mais vulneráveis perante a doença.

Em entrevista, o pesquisador ressaltou também que essas pessoas precisam de ajuda o quanto antes, visto que já estão sofrendo com as consequências psicológicas do isolamento social. A assistência se torna ainda mais urgência, considerado que a saúde mental é uma medida importante para a contenção da disseminação do coronavírus.

Dados alarmantes

Outro estudo, feito pelo psicólogo Stephen Zhang, da Universidade de Adelaide, na Austrália, coletou dados sobre a prevalência de distúrbios mentais durante a pandemia em países mais afetados pela doença, como China, Irã e Brasil.

Ao apurar as informações de 638 brasileiros, a pesquisa encontrou que 52% dos adultos tinham níveis de estresse leve a moderado, enquanto 18% sofre de estresse severo. Este patamar no Brasil, inclusive, está mais alto do que na China e Irã. Lugares onde a doença causou fortes impactos.

ansiedade e depressão

Causas e sintomas

Fatores associados à pandemia e ao isolamento, como instabilidade econômica, medo da doença, desinformação, prolongamento da quarentena e mudanças na rotina, afetam diretamente os níveis de estresse de forma coletiva.

Por isso, meu amigo, é importante cuidar da sua saúde mental e também daqueles que estão perto de você durante a pandemia. Preste atenção em como está seu sono, seu estado de ansiedade, pensamentos e motivação. Procure ajuda se você começar a sentir que alguns sentimentos estão atrapalhando sua rotina, como:

E

Pensamentos negativos;

E

Falta de vontade;

E

Baixa energia;

E

Choro frequente;

E

Insônia e dificuldade para dormir;

E

Medos constantes;

E

Mudanças nos padrões alimentares;

E

Dificuldade em se concentrar para tarefas normais;

E

Sentimentos de desamparo, desesperança, tristeza prolongada ou preocupação avassaladora.

O que fazer

De acordo com a psicóloga Adriana de Araújo, “falar de saúde mental é olhar as demandas, as necessidades gerais e comuns da maioria das pessoas nesse momento, como ansiedade, dificuldade de adaptação, medo do futuro, medo de adoecer e medo de perder pessoas queridas”.

Como dica para lidar com a situação, a especialista sugere que você acompanhe seus pensamentos e emoções neste período. Ela aconselha que seja feita uma “checagem emocional” três vezes ao dia, pois “entender o que sente pode ajudar a compreender as razões que o levaram a se sentir bem ou mal”.

Para apoiar quem precisa de uma ajuda profissional no momento, psicólogos estão oferecendo terapias online gratuitamente e a preços acessíveis. Portanto, queridos amigos, não tenham medo nem vergonha de buscar suporte emocional. Este é um momento que exige cuidado e atenção.

Conclusão

Meus amigos, não deixem de buscar ajuda caso perceba em você, ou em quem você ama, os sintomas de depressão e ansiedade. Não desanime, tente se manter positivo. Saiba que logo os perigos passarão e a vida voltará ao normal.

Estou aqui para ajudá-los hoje e sempre, na luta contra as adversidades.

Até logo!

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/bem-estar