Coronavírus: saiba quando ir ao hospital

12/05, 20 | Campinas, Dicas Legais | 0 Comentários

Olá, meus amigos!

Aumentam cada vez mais os casos de Covid-19 no Brasil, principalmente nas grandes cidades. Uma vez que os sintomas da nova doença são muito parecidos com os de uma gripe normal, fica difícil saber quando procurar ajuda médica. Como percebi que essa dúvida aflige a nossa população, resolvi trazer para vocês, queridos amigos, todas as informações que vocês precisam saber antes de ir ao hospital.

O medo e a ansiedade podem atrapalhar e fazer com que o paciente procure socorro precipitadamente, o que pode acarretar em uma exposição desnecessária ao vírus, já que os hospitais estão lotados de casos da doença.

Por outro lado, o medo de se expor e quebrar a quarentena pode ter o efeito contrário. Pessoas que apresentam sintomas graves da doença, por receio de se contaminar, evitam ir ao hospital, deixando sua saúde vulnerável.

É por isso que o Núcleo de Telessaúde da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) está desde o dia 27 de março realizando atendimentos virtuais para pessoas com dúvidas ou suspeita de Covid-19. A experiência em atender pessoas de todo o Nordeste, por chat ou vídeo, revelou que esse tipo de questão aflige quase todos os pacientes remotos.

Aracele Cavalcanti, enfermeira e doutora em ciências da saúde, atua no núcleo de Telessaúde e está na linha de frente dos atendimentos. Ela deu entrevista informando as principais dúvidas e esclarecendo qual o melhor momento para procurar ajuda médica. Vem comigo, e confira todas as informações aqui em baixo.

Quando devo ir a um serviço de emergência?

“A maioria está com sintomas leves gripais, às vezes alérgicos, mas estão assustados sem saber qual o momento que devem procurar uma unidade de saúde”, conta a enfermeira.

Cavalcanti explica que, nesse contexto, identifica dois tipos clássicos de pacientes: aqueles que querem ir a uma emergência, mesmo sem necessidade; e aqueles que não querem ir, mas precisam. “Atendi um caso de uma senhora de 85 anos com sintomas gripais ou infecciosos: diarreia e vômitos persistentes há três dias. Solicitei que fosse imediatamente para a emergência. Também tinha desidratação e sonolência. Ou seja, as pessoas também têm esse problema reverso, ficam com o doente em casa muito tempo. Idoso de 85 anos com diarreia de hora em hora tem que ir para o hospital, não adianta fazer soro caseiro. Mas como é idosa, ficam com medo de levar para a emergência que pode estar cheia de coronavírus”, relata.

Sintomas apresentados

Na maioria dos casos, os principais sintomas relatados coincidem com os da Covid-19. “Eles falam de tosse, dor de garganta, sensação de febre, diarreia… a falta de ar é comum, mas geralmente leve. Têm pessoas que acham que estão com falta de ar, mas quando a gente vai perguntando, percebe que é uma falta de ar sem repercussão em nada, sem restringir rotina, mais na hora de dormir, compatível muito mais com distúrbio de ansiedade”, diz.

Cavalcanti acredita que, se não houvesse serviços de atendimento à distância, as emergências poderiam estar sobrecarregadas. “Muita gente iria estar se expondo em unidades de saúde de forma desnecessária. O que tentamos passar para eles é uma segurança para tomar atitudes e as devidas orientações de proteção, sem ele precisar sair de casa”, diz.

Como orientação, os teleatendentes sempre deixam recados para ficar atento ao que chamam de “sinais de alarme.” “Isso seria a piora dos sintomas. Alguns dizem estar com essa sensação de falta de ar quando vão dormir. Quando identificamos a dispneia mesmo, solicitamos ao paciente que vá à unidade de saúde mais próxima”, diz

“A partir das nossas perguntas, a maioria não acorda com falta de ar e consegue conciliar o sono e ficar bem, mas ficam preocupados. Também existem os que têm asma e falam de falta de ar, porém às vezes entraram em contato com alguma substância alérgena e percebem melhora com o broncodilatador que já fazem uso. Um ou outro atendimento vem caracterizado com sinais de alerta”, completa.

Existe também quem procura o núcleo sem apresentar sintomas gripais, mas com algo que compromete o estado de saúde. “Nesse caso solicitamos que ele agende atendimento por videoconferência para que os profissionais avaliem de forma mais específica o manejo desses sintomas”, explica.

Telemedicina no Brasil

No começo do ano, o CFM (Conselho Federal de Medicina) encaminhou ofício ao antigo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, informando a decisão de reconhecer a possibilidade de uso da telemedicina no país. A decisão vale em caráter excepcional e enquanto durar o combate à pandemia da Covid-19.

Segundo o documento encaminhado, a telemedicina pode ser exercida nos modelos de teleorientação, telemonitoramento (que possibilita, sob supervisão médica, que pacientes sejam monitorados em parâmetros de saúde e/ou doença) e teleinterconsulta (que permite a troca de informações e opiniões exclusivamente entre médicos, para auxílio diagnóstico ou terapêutico).

Conclusão

Tenho certeza que somos todos muito gratos pelo excepcional serviço de nossos profissionais da saúde. Mesmo com o isolamento social, podemos achar maneiras de cuidar do nosso bem-estar sem se expor ao perigo do coronavírus.

Como relatou Aracele Cavalcanti, o melhor a fazer quando você suspeitar que está com Covid-19 é procurar a telemedicina. O correto é esperar, em isolamento, por 15 dias. Caso apresente tosse incessante nesse período (seja seca ou com catarro), falta de ar e febre há mais de dois dias que não passa com remédio, procure ajuda médica. Se for idoso ou estiver dentro de algum outro grupo de risco, a atenção tem que ser redobrada.

Caso contrário, meus amigos, não se arrisquem a ir ao hospital. Os médicos só podem começar um tratamento desde que o paciente apresente os sintomas mais graves.

Meus amigos, espero que eu tenha os ajudado com mais essa dica. Lembrem-se que agora é o momento de cuidar da nossa saúde, acima de tudo. Fiquem em casa, fiquem seguros.

Até a próxima, meus queridos!

 

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/